MICROAGRESSÕES: GRANDES INIMIGAS DOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS

                                     30-05-17

As microagressões são um tipo de maus-tratos psicológicos baseados no desprezo persistente e cotidiano, em uma anulação na qual o outro faz uso das brincadeiras para roubar, pouco a pouco, a nossa autoestima. Estamos diante de um tipo de maus-tratos do qual nem sempre se fala, já que não é tão evidente, não deixa marcas e, às vezes, nem quem o pratica nem quem o recebe são conscientes de que estão diante de uma prática muito destrutiva.

Para entender melhor do que estamos falando, compartilharemos alguns exemplos simples.

É comum que existam homens e mulheres acostumados a dizer a seus parceiros que “adoro o quanto você é desastrado, você sempre alegra meu dia com seus erros e destrambelhos”.

“É melhor que eu fale, porque se você o fizer, vai dar tudo errado”.

“Deixe, não faça isso, eu faço porque com as suas mãos você certamente vai quebrar tudo”.

Assim como podemos ver, são situações nas quais fica presente uma certa sensação de carinho, uma demonstração de proximidade que, na realidade, faz com que a pessoa tome o controle da situação enquanto anula a outra. Propomos um aprofundamento maior deste tema para tomar plena consciência deste tipo de práticas diante das quais precisamos reagir.

Características das microagressões

A relação de um casal se ergue sobre uma série de pilares básicos: respeito, compreensão, empatia, intimidade e cumplicidade. Quando uma destas dimensões falha, as demais também começam a se enfraquecer. Porque sem uma boa comunicação, por exemplo, jamais poderá existir uma empatia adequada, e sem empatia não há uma cumplicidade autêntica.

Uma relação saudável e feliz é como um tecido forte de diversas cores no qual tudo se harmoniza, onde as diferenças são respeitadas porque existe um equilíbrio em todo este conjunto de fios, de bordados e de materiais que formam o tecido. As microagressões são como se, dia após dia, fôssemos puxando um fio até removê-lo, até deixar pequenos buracos por onde escapam a harmonia e a felicidade.

Vejamos agora suas principais características:

A falta de atenção e a subvalorização

A falta de atenção e a subvalorização se traduzem em mostrar um desinteresse declarado em relação ao outro. Portanto, é também um tipo de microagressão que se pratica no dia a dia de forma persistente.

Estes seriam alguns pequenos exemplos que formam um dos inimigos mais comuns em uma relação de casal:

  • Ridicularizar o que o parceiro gosta.
  • Não prestar atenção aos detalhes que cuidam da relação.
  • Não ter tempo nunca para fazer algo juntos ou algo de que o parceiro goste: nenhum momento é bom.
  • Ironizar o que o cônjuge gosta diante de outras pessoas (“passa o dia inteiro lendo, fica perdendo tempo…”)

Anular a outra pessoa fazendo-a se sentir tola

Esta é, sem dúvida, a característica mais comum das microagressões.

No entanto, o mais complexo de tudo isso é que esta prática costuma começar de forma consentida, ou seja, podemos chegar a acreditar que é algo inocente, uma demonstração a mais de afeto ou atenção de nosso parceiro.

Estes são alguns exemplos sobre os quais refletir.

  • A outra pessoa começa a se ocupar de coisas porque afirma que “as faz melhor e economiza nossos esforços”.
  • É comum também que expresse publicamente entre amigos ou familiares as carências que o parceiro “supostamente” tem. “Não sabe cozinhar, quebra todos os pratos em que toca, faz uma bagunça no computador…”
  • Todas estas são condutas desgastantes e muito nocivas para a identidade e autoestima da pessoa.

Falta de confiança progressiva com o parceiro

À medida que vamos sofrendo o impacto das microagressões, vamos experimentando muitas mudanças pessoais. Além de perceber como nossa autoestima se fragmenta, é comum tomar plena consciência de que não confiamos mais em nosso parceiro.

Não fazemos determinadas coisas por medo de receber reprovações ou críticas. Deixamos também de nos comunicarmos comodamente com a outra pessoa porque sua linguagem sempre está caracterizada pela ironia sutil que machuca. Além disso, é comum que a pessoa que recebe este tipo de maus-tratos demore muito para reagir.

Isso acontece porque temos interiorizada a ideia de que quem maltrata agride com a mão ou com a palavra, que levanta a voz ou que freia a nossa liberdade.

As microagressões são como investidas suaves, quase imperceptíveis. No entanto, são um tipo de agressão a mais por todas estas razões que não devemos esquecer:

  • Baseiam-se no desprezo.
  • Buscam anular o outro para adquirir poder.
  • Impedem que a outra pessoa seja ela mesma, que se sinta plena e feliz como é, com o que gosta e o que a caracteriza.
  • Não importam as virtudes que você tenha, suas forças ou seus êxitos. A outra pessoa fará uso das microagressões para que tudo se desvaneça.

Aprendamos a identificá-las e, antes de mais nada, sejamos valentes para encará-las.

Fonte: (http://www.psicologiasdobrasil.com.br/microagressoes-grandes-inimigas-dos-relacionamentos-amorosos/)

7 SINAIS DE QUE ALGUMA COISA NÃO VAI BEM EM SUA MENTE

26-05-17

Na verdade não se pode falar de uma mente “normal” e outra “anormal”. Se você olhar bem, o que em uma determinada época e local é “normal”, em outro tempo e outro lugar pode ser considerado patológico. A mente e o comportamento humano têm manifestações muito variadas, e o fato de saírem do comum não significa dizer que estejamos diante de algum tipo de problema.

Apesar disso, também é bom lembrar que a mente pode apresentar problemas e/ou adoecer. Por exemplo, isto acontece quando alguém desenvolve ideias ou condutas que sistematicamente machucam a si mesmo ou aos outros, ou quando existe uma dificuldade severa para distinguir os fatos das fantasias.

A grande dificuldade está nas pessoas que têm problemas psicológicos e que muitas vezes não são conscientes disso. Em geral isso se reflete em um relacionamento de confrontos: quanto mais graves os problemas, menos consciente a pessoa é. Isso se deve ao fato de que a dificuldade se cria na mente, e essa mesma mente é a que realiza a avaliação.

Por isso é importante estar atentos aos sintomas. Estes se definem como traços, sinais ou características de conduta. Não são conclusivos, mas podem sugerir a existência de alguma dificuldade na mente. A seguir apresentamos 7 deles.

A percepção e os problemas na mente

A percepção é a capacidade de captar o mundo com os sentidos. Audição, visão, tato, paladar e olfato. O correto é perceber as cores, as formas, os cheiros, etc., tal como são. Está bem, ok, existe uma margem, o nosso sistema de percepção é especialista em nos “passar a perna” e não por isso existe um problema sério em nossas mentes. Para determinar se é ou não é, uma dica é avaliar se estas “passadas de perna” estão condicionando a sua vida, e se são ou não a causa de um mal-estar.

Às vezes nossas mentes percebem coisas que realmente não estão ali. Vemos, ouvimos ou sentimos alguma coisa que não existe. Isto é vivenciado de forma muito real, mesmo não sendo. É comum que todos alguma vez tenhamos alguma experiência alucinógena. É comum, por exemplo, quando estamos sozinhos ou estamos em uma casa antiga: nestas situações a mente amplifica a intensidade de qualquer tipo de estímulo. Pense que o problema aparece quando isso se torna constante e o mal-estar que provoca se intensifica.

A organização do pensamento

É compreensível que todos tenhamos momentos ou fases de dispersão. Passamos de um assunto para outro, ou de uma atividade para outra, sem muita ordem. O estresse ainda faz o caos aumentar. Em geral, a consequência é “apenas” mais estresse.

O problema aparece quando essa dispersão se transforma em incoerência e se mantém de forma quase constante. Tal incoerência se refere a uma certa incapacidade de manter o fio de um pensamento ou de uma conversa. A pessoa pula de uma ideia para outra, sem nexo aparente entre uma e outra.

O conteúdo do pensamento

O conteúdo do pensamento denota uma mente afetada quando tem certos traços. O mais notável deles é a fixação. As crenças inflexíveis e intensas são, em si mesmas, um problema. Mas quando além disso estão afastadas da realidade, podem ser fonte de grande angústia.

Uma coisa é que alguém ter uma convicção absurda, mas que consiga superá-la. Isso quer dizer que lhe causa um mal-estar, nem intenso, nem constante, nem frequente. Neste caso, poderíamos falar de uma intolerância. Mas se essa crença fixa causar grandes doses de angústia, poderíamos falar de um problema de outro nível.

O estado de consciência

Na nossa vida diária existem muitos fatos que fogem da consciência. Isso é próprio de qualquer mente “normal”. Por exemplo, acontece quando levantamos da cadeira para fazer alguma coisa e, assim que ficamos de pé, esquecemos ou deixamos para trás de forma deliberada nossas intenções.

No caso destas fugas de consciência se tornarem corriqueiras, ou envolverem fatos relevantes, poderíamos falar de um problema na mente. Se alguém faz alguma coisa e depois não tem ideia de por que ou para que ou como o fez, então há uma boa razão para suspeitar.

A mente e a atenção

Os problemas de atenção têm a ver com uma ausência ou excesso de concentração. Quando existe falta de foco, a mente dança de um lado para o outro, sem rumo. Por exemplo, a pessoa é incapaz de seguir uma instrução passo a passo.

Se, pelo contrário, existe um excesso de foco, a pessoa perde a atenção periférica. Isso quer dizer que é incapaz de se conectar com o entorno quando dirige a sua atenção para alguma coisa. Obviamente, para que seja um problema da mente este sintoma precisa ser severo e se manter presente durante o tempo que os critérios diagnósticos estipulam.

A memória e o reconhecimento

Os lapsos de memória e a incapacidade de reconhecimento podem ter muitas causas. Surgem do estresse, da fadiga, ou do excesso de estímulos, entre outros fatores. A memória humana não é como a de um computador. Por exemplo, pense que as emoções influenciam muito na profundidade com que registramos um fato ou um dado.

O que algumas pessoas chamam de “lacunas mentais” ou amnésias parciais ou totais de fatos relevantes constituem um indicador de que alguma coisa está acontecendo naquela mente. O esquecimento recorrente, ou a incapacidade de reconhecer fatos nos quais esteve envolvido, são fontes de suspeita com fundamento.

A linguagem e a mente

A linguagem é o principal veículo do pensamento. Uma linguagem clara fala de uma mente clara. Mas ao contrário, sempre que existe um problema na mente, isso se reflete em uma linguagem confusa, desorganizada ou pouco pertinente.

No campo da linguagem cabem expressões não estritamente verbais, como o tom de voz ou o gestual. Alguém que não é capaz de sustentar o olhar ou que faz excessivos movimentos quando fala também pode ter problemas. Lembre-se de que neste, como nos outros casos, é necessário que a análise seja feita por um profissional.

(Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/7-sinais-alguma-coisa-sua-mente/ )

Como a ansiedade pode prejudicar o rendimento profissional?

08-05-17

ansiedade pode influenciar de forma bastante negativa o rendimento de um profissional. Oriunda ou não do ambiente de trabalho, essa é uma condição que deve receber atenção o mais rápido possível para evitar consequências mais graves, tanto para o desenvolvimento de sua função quanto para a sua carreira em geral.

A partir disso, separamos a seguir algumas informações sobre como a ansiedade pode prejudicar o rendimento profissional, assim como algumas medidas que podem ser tomadas para tentar modificar essa realidade. Confira!

Consequências mentais e psicológicas

As consequências mentais e psicológicas da ansiedade são as que mais prejudicam o rendimento no trabalho. Esse estado pode acarretar dificuldades de interação entre os profissionais, queda de autoestima e até mesmo aumentar o índice de absenteísmo do funcionário.

Além  disso, em casos extremos de ansiedade não tratada, é possível que o indivíduo evolua para quadros mais sérios, como por exemplo a síndrome do pânico. Dessa forma, é extremamente necessário que o grau de ansiedade seja rapidamente controlado por meio da busca por auxílio de um profissional da área de saúde, visando preservar sua produtividade e bem-estar.

Efeitos físicos da ansiedade podem prejudicar o rendimento

Um quadro agravado de ansiedade pode trazer também consequências para a saúde física do profissional e, assim, acabar prejudicando não só sua carreira profissional, mas também a sua saúde.

Um dos principais sintomas desencadeados pela ansiedade é a insônia, que compromete progressivamente o rendimento do profissional durante o período de trabalho. A falta de sono influencia diretamente no aprendizado, retenção de memória e atenção focada do indivíduo, que são características indispensáveis para o desempenho de qualquer ocupação profissional.

Há ainda os distúrbios alimentares, que podem ser acarretados pela ansiedade. Esses distúrbios podem se caracterizar pela ingestão compulsiva de alimentos, o que influi tanto na saúde orgânica do indivíduo quanto na autoestima, como em casos em que há ganho de massa corporal. Em contrapartida, existem casos opostos, em que o indivíduo passa a ter dificuldade de se alimentar, o que resulta em graves desordens nutricionais que comprometem sua condição física de trabalhar.

Consequências para o ambiente de trabalho

Na grande maioria das vezes, o comprometimento da produtividade de um profissional possui reflexos no ambiente de trabalho como um todo. Esses reflexos se justificam pelo fato de que, geralmente, as funções de uma equipe acabam tendo uma relação de interdependência. Assim, a ausência dos resultados esperados por determinada pessoa acaba influenciando no rendimento da empresa como um todo.

Vale lembrar que também existem as consequências da queda de produtividade para aqueles que esperam o trabalho prestado pelo profissional. Um atraso ou mesmo entrega de um serviço de baixa qualidade não só denigre a imagem do profissional como também pode comprometer o planejamento do próprio cliente.

Soluções

A ansiedade pode prejudicar o rendimento de diversas formas e, portanto, controlar um quadro de ansiedade se mostra extremamente necessário, uma vez que os desdobramentos desse distúrbio atingem as relações profissionais do indivíduo como um todo.

A partir da identificação de queda de produtividade em função de uma situação de estresse ou ansiedade, é recomendável que seja oferecido auxílio psicológico ao profissional, assim como orientação médica e/ou nutricional acerca das consequências físicas e mentais acarretadas pela condição. Assim, com a orientação profissional correta, é possível preservar a produtividade e o bem-estar do profissional na realização de sua função.

Fonte: http://www.psicologiaviva.com.br/blog/rendimento-profissional/

UM OLHAR PSICOLÓGICO SOBRE O JOGO “BALEIA AZUL”

02-05-17

O jogo da ‘Baleia Azul’  propõe 50 desafios aos adolescentes e sugere o suicídio como última etapa. Há pelo menos dois casos de morte sob investigação policial, além de tentativas de suicídio por todo o país, que supostamente podem ter relação com o jogo. O jogo foi um “fake news” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia que se espalhou a partir de 2015. Porem, ao que tudo consta, com a grande repercussão o jogo que antes não existia, passou a existir.

Como lidar com o tema:

Fique atento à mudanças de comportamento; mudanças bruscas de comportamento dos filhos, pode ser um sinal de que ele(a) está sofrendo e não está sabendo lidar com o sofrimento.

Demonstre interesse; é essencial que os pais se interessem pela rotina de seus filhos, mas que isso não se torne um ato de policiamento e sim, apenas interesse, e que não seja momentâneo apenas por causa do jogo.

Diálogo constante;  o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. Por isso que as conversas com os filhos, podem não serem fáceis, mas quando os pais reforçam o diálogo dentro de casa, e se mostram disponíveis para conversas, os adolescentes consequentemente ficaram mais confortáveis em compartilhar suas angústias num ambiente onde o clima é de proteção.

Participação da escola; as escolas podem ajudar muito na prevenção de situações de risco, identificado entre os alunos os mais vulneráveis a se engajarem nestes tipos de jogos, desta forma  podem fazer projetos de conscientização sobre a importância da vida, como é o caso do “contra jogo” Baleia Rosa, que está viralizando na internet, o qual incentiva os jovens a verem o lado bom da vida.

 É extremamente preocupante ver diversos comentários feitos inclusive por pais e educadores, em tons de brincadeira à respeito do jogo. É fácil falar para os adolescentes irem procurar algo mais interessante pra fazer… Porem na adolescência  é onde se da a crise do desenvolvimento, sublinhando as incertezas e indagações do adolescente no sentido de descobrir quem é, e de definir o que virá a ser no futuro, por isso à inquietação dos jovens nesta fase. É preciso olhar para isso, como um pedido de ajuda, e ajudar-los! O CVV – Centro de Valorização a Vida, realiza apoio emocional e prevenção ao suicídio gratuitamente a todas as pessoas que precisam conversar, o telefone é o (141). Além de que o psicólogo nesta fase é uma ferramenta valiosa para ajudar a família e a escola a lidar com a situação da melhor maneira possível.
Busque ajuda.

Fonte: http://www.noticiascoronel.com.br/2017/04/um-olhar-psicologico-sobre-o-jogo.html

13 Reasons Why: como série que aborda suicídio aumentou em 445% busca por ajuda

19-04-17

Suicídio é um grande tabu: muitas pessoas o tratam como uma vergonha e não como o resultado de um grave transtorno mental e emocional. Uma nova série de ficção - 13 Reasons Why, da Netflix – conseguiu algo muito valioso ao retratar a história de uma menina que tira a própria vida e fazer as pessoas falarem mais sobre isso – houve um aumento notável no número de pedidos de ajuda depois que o programa virou uma “febre”.

Na produção, a morte foi inevitável, mas na vida real, ainda há tempo para identificar e ajudar alguém com comportamento suicida.

A história de uma garota que comete suicídio e deixa fitas cassetes contando os porquês que a levaram a se matar não é mais uma série da ficção. Criada pela Netflix, 13 Reasons Why se conecta com a realidade de uma maneira especial ao mostrar as diversas tentativas falhas de obter ajuda por quem comete suicídio.

Baseada no romance de mesmo nome do escritor americano Jay Asher, a produção conta a história que levou ao fim da vida de Hannah Baker (Katherine Langford). Tudo pelo ponto de vista de Clay Jensen (Dylan Minnette), que era amigo, apaixonado pela garota e ao mesmo tempo um das causas que a levaram a atitude extrema.

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O tom do seriado é tocante e até mesmo perturbador, visto que a cada episódio fica uma pergunta: “Como ninguém percebeu o que estava acontecendo com ela? Por que ninguém ajudou?”

Infelizmente, o suicídio ainda é um tabu que vem acompanhado de frases como “É drama”, “Quem quer faz e não anuncia” e “É só para chamar atenção”. Essas afirmações, que foram inclusive ouvidas pela protagonista de 13 Reasons Why, de nada ajudam. Pelo contrário, elas só incentivam a pessoa a se sentir cada vez mais sozinha e infeliz.

Com apenas uma semana desde sua estreia, o drama fez com que temas polêmicos como bullying, estupro, depressão e suicídio voltassem a ser discutidos. Quem acompanha o Twitter viu a hashtag #NãoSejaUmPorque nos trending topics. Além disso, o Netflix lançou um vídeo com relatos reais de famosos que sofreram bullying.

Mais do que assunto de discussões, os episódios também fizeram crescer o número de contatos feitos com o Centro de Valorização da Vida (CVV), associação brasileira voltada à prevenção do suicídio que disponibiliza voluntários para conversar anonimamente sobre temas delicados via telefone, internet ou pessoalmente.

De acordo com a assessoria de imprensa do CVV, houve um aumento de 445% no número de e-mails com pedido de ajuda. Entre essas mensagens, 50 citavam o seriado.

Foi notada também uma alta de 170% no número de pessoas que visitam o site e é possível, ainda, que tenha acontecido um aumento no número de telefonemas, mas o CVV leva um pouco mais de tempo para contabilizar o montante de ligações.

Por outro lado, o programa vem também sendo alvo de críticas, uma vez que pode conter os chamados gatilhos, passagens que despertam lembranças ou sentimentos específicos em pessoas que já têm tendências suicidas ou mesmo depressivas. Por isso, é recomendado cautela para quem quer assistir 13 Reasons Why e possui essa característica.

Como identificar o comportamento suicida

Se no seriado não foi possível evitar a morte, na vida real existem atitudes que podem evitar o desfecho trágico. A ajuda de profissionais – psiquiatras e psicólogos – é fundamental e nada a substituirá. Mas, para tornar possível a busca por esse auxílio especializado, a atenção de quem está ao redor do indivíduo em questão é fundamental.

Atitudes características

Imagine uma sensação de tristeza profunda. O coração está tão cheio de mágoas que parece que vai explodir. Já a mente convive com uma confusão e apatia sem fim que não passam em nenhum momento. Então, vem o menosprezo por si próprio, a vergonha e a culpa por sua ações, por mais que elas não tenham sido erradas. Por fim, a vontade de parar de sentir tudo isso e “dormir” para sempre.

Esses são apenas alguns dos inúmeros sentimentos que levam ao suicídio. Erroneamente, há pessoas que acreditam que quem se mata é egoísta, o que não é verdade pois a decisão é fruto de muita dor e sofrimento.

O olhar atento e compreensão são pontos-chave para identificar e evitar o acontecimento. Como cada pessoa lida com a vida e a dor de maneiras diferentes, não há uma lista de sintomas. Mas geralmente são apresentados sinais de comportamento suicida, como:

  • Mudança de comportamento
  • Desanimo
  • Desesperança
  • Agressividade ou impulsividade anormais
  • Não enxergar sentido na vida
  • Isolamento
  • Conversas sobre morte
  • Automutilação
  • Histórico pessoal ou familiar de tentativa de suicídio anterior
  • Perdas recentes
  • Abusos físicos ou sexuais
  • Dependência repentina ou histórico de consumo de álcool e ou drogas

Além disso, alguém que planeja se matar pode passar a “colocar a vida em ordem”, organizando documentos e finanças, se desapegando de pessoas e coisas, doando bens materiais e se despedindo.

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Por fim, relata-se uma mudança positiva de humor pouco antes de o suicida acabar com sua vida, o que faz com que amigos e parentes pensem que a pessoa melhorou. Contudo, isso se deve ao fato que a decisão de se suicidar pode dar alívio ao sofredor.

Fatores que podem causar

Transtornos psiquiátricos
Depressão, esquizofrenia, bipolaridade e distúrbios de personalidade são os principais transtornos mentais que levam a essa atitude extrema. Importante frisar que nem todo desequilíbrio mental vira suicídio, porém quem apresenta esses quadros tem mais chances devido às características e à estigmatização da sociedade, que tem a cruel tendencia de excluir pessoas diferentes.

Doenças não psiquiátricas
De acordo com a cartilha de prevenção de suicídio do Conselho Federal de Medicina (CFM), a presença de doenças crônicas não psiquiátricas, como Aids e esclerose múltipla, também pode levar ao quadro, principalmente se o tratamento não estiver fazendo efeito.

Uso de drogas
O uso de álcool e outras drogas pode colaborar e agravar o quadro de suicídio.

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Bullying
O suicídio é a terceira maior causa de morte entre jovens. O acontecimento pode ser motivado por diversos aspectos comuns da adolescência e início da vida adulta, como abuso de substâncias ilícitas e, assim como a personagem Hannah em 13 Reasons Why, bullying na escola.

Traumas

Abuso sexual, físico ou verbal ou outras situações que incitam a tendência suicida, especialmente se os eventos ocorrerem na infância.

Histórico familiar
A psiquiatra Maria Cristina De Stefano explica que o acontecimento também possui influência genética que causa alterações fisiológicas em neurotransmissores e na química do cérebro. A confirmação de histórico familiar de suicídio pode ser um indício dessa probabilidade.

Como pedir ajuda?
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Respire fundo e saiba que há esperança de uma vida melhor, por mais que ainda não consiga enxergá-la. O primeiro passo para livrar-se dessa tristeza é buscar ajuda de amigos, familiares e profissionais de saúde, como psicólogos e psiquiatras.

Outra opção é procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV), associação composta por voluntários que estão dispostos a conversar sobre depressão e suicídio 24 horas por dia. A grande vantagem é que não é preciso se identificar, sendo o atendimento totalmente sigiloso. Entre em contato pelo site do CVV, telefone 141 ou pessoalmente em postos da organização.

Como ajudar alguém?

Se perceber que um colega, amigo ou parente está com sinais de que planeja acabar com a própria vida, busque um profissional da saúde, como psicólogo ou psiquiatra, urgentemente para receber orientações.

Também tente conversar e, principalmente, ouvir a pessoa em sofrimento: frases como “estou aqui para você”, “eu te entendo, sei que é difícil” e “como posso te ajudar?” são simples, mas já fazem a diferença ao mostrar que seu conhecido não está só.

Além disso, é preciso ficar atento a atitudes que indiquem que o indivíduo realizará um atentado contra a própria vida em breve, observando-o e acompanhando sua rotina sempre que for preciso. Os dias que merecem mais atenção são domingo à noite e segunda-feira pela manhã, já que o início de uma nova semana pode aumentar ainda mais o sofrimento.

Fonte: http://www.vix.com/pt/saude/544322/13-reasons-why-como-serie-abordou-suicidio-e-aumentou-em-100-busca-por-ajuda

A ansiedade infantil

23-03-17
A ansiedade é acompanhado por pensamentos e interpretações catastróficas sobre o futuro. Este sentimento acomete tanto a população adulta quanto as crianças. E como a ansiedade se manifesta na infância?
Em termos conceituais e funcionais, a ansiedade pode se manifestar de maneira normal ou como um transtorno. Como assim, normal? É isso mesmo, a ansiedade é um sentimento importante para nós, pois quando vivenciada no dia a dia, nos permite correr atrás de um objetivo, nos preparar para os desafios e fugir de situações de perigo, sem que haja um comprometimento na nossa vida.
Por outro lado, a ansiedade considerada como um transtorno, é um sentimento que gera desconforto físico intenso como: taquicardia, tremores, sudorese, calafrios, alterações gastrointestinais, entre outras.
Além disso, segundo pesquisadores, a ansiedade patológica pode levar o paciente a desenvolver estratégias como, por exemplo, evitar o contato com aquilo que lhe causa temor, e ainda causar manifestações clínicas capazes de gerar importantes prejuízos no funcionamento normal do indivíduo. As causas dos transtornos de ansiedade ainda não são bem delimitadas, pode-se dizer que tem muitos fatores, como origens genéticas, comportamentais ou ambientais.
Para alguns autores, os transtornos ansiosos mais frequentes nas crianças podem ser: transtorno de ansiedade de separação, mutismos seletivo, fobia específica, fobia social, transtorno da ansiedade generalizada e pânico.
O indivíduo com transtorno de ansiedade de separação tem um medo ou ansiedade associado à separação das figuras de apego (cuidadores), a um grau de reação e manifestação inadequado. Neste sentido, é uma reação de sofrimento intenso das crianças quando se veem separadas dos seus pais ou outro cuidador, mas não somente com a manifestação de choro que é esperado no primeiro dia de aula, por exemplo, é algo muito intenso, com grande sofrimento.
O mutismo seletivo é caracterizado por uma incapacidade persistente de falar em situações sociais em que existe essa expectativa, como na escola, mesmo que o indivíduo seja capaz de falar em outras situações. A criança só fala em alguns locais, como, por exemplo, em casa.
Indivíduos com fobia específica tem um medo irracional por determinados objetos ou situações. Existem vários tipos de fobias específicas: animal, ambiente natural, sangue-injeção etc. Existe ainda a ansiedade social (fobia social), ou seja, quando a criança tem medo ou ansiedade diante de situações associadas às interações sociais e que envolvem a possibilidade de ser analisada.
É importante entender as dificuldades apresentadas pelas crianças, e assim, buscar ajuda profissional, como um psicólogo ou mesmo um psiquiatra infantil, para que os “pequenos” possam resolver esta dificuldade que não se trata de “birra”, teimosia, mas de um transtorno, que deve ser tratado como tal.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/a-ansiedade-infantil/

O quanto o estresse impacta seu emagrecimento?

15-03-17
Um processo de emagrecimento pressupõe mudanças de padrões que não se limitam apenas à dieta. Provavelmente, você terá a indicação de uma atividade física, a restrição de alguns alimentos que não lhe pareciam nocivos e a necessidade de reavaliar hábitos pessoais. Normalmente, assumimos essas mudanças porque estamos comprometidos e determinados, mas não paramos para pensar que esse processo vai gerar uma transformação enorme na nossa rotina de vida, ou que qualquer mudança na vida, seja ela agradável ou não, pode provocar um aumento de tensão. Nós apenas partimos para a ação. É nesse momento que dependendo da forma como estamos encarando a nova fase, podemos desencadear um agente estressor em nossa vida, em vez do emagrecimento desejado.

Vamos entender como o estresse afeta o nosso corpo.  Quando nosso cérebro interpreta um acontecimento como uma ameaça, seja real ou não, ele emite sinais que desencadeiam uma série de reações fisiológicas em nosso corpo, deixando-o em situação de alerta e preparando-o para agir diante do agente estressor, ou seja, prepara o corpo para o perigo. Uma vez iniciada a resposta ao estresse, todos os sistemas de defesa do nosso organismo são ativados: aumentam os níveis de adrenalina, os músculos se contraem, a pressão arterial, frequência cardíaca e taxa de açúcar no sangue aumentam para que a ação seja imediata.

Dessa forma, toda a energia do nosso corpo é canalizada para a autodefesa e as funções menos essenciais nesse momento, como a digestão, são desligadas completamente. A incapacidade de digerir alimentos adequadamente e de forma eficiente provoca um impacto negativo sobre nosso metabolismo e impede nosso corpo de absorver os nutrientes de que necessita desesperadamente. Sem nutrição e nutrientes essenciais nosso corpo pode provocar uma sensação de fome, não porque precisa de comida, mas porque a resposta ao estresse tornou-o incapaz de digerir a comida que estava disponível. Infelizmente, hoje, com nosso dia a dia, nossos níveis de estresse permanecem mais altos e por longo período de tempo e isso potencializa ainda mais, e de forma contínua, os efeitos negativos sobre nossa digestão, metabolismo e hormônios. Assim, mesmo você seguindo uma dieta e fazendo exercícios com frequência, o estresse pode atrapalhar os esforços em relação ao processo de emagrecimento, inclusive fazendo com que, sob o estresse, aumente a necessidade de consumir mais carboidratos.

Um processo de emagrecimento, onde você terá que reavaliar seus hábitos pode ser estressante e gerar ansiedade, mas é importante que você aprenda a lidar com isto, que aprenda a controlar este estresse para que ele não cause impacto no seu processo de emagrecimento. Eu poderia dizer aqui o que fazer para aliviar o estresse e a tensão do dia a dia, mas todos nós sabemos o que fazer, nós só não conseguimos.  Você sabe que precisa se acalmar, que não pode comer tudo o que vê pela frente porque está estressado ou que não pode agir por impulso.  O problema é que não conseguimos partir para ação e de fato mudar o nosso comportamento. É difícil. É um exercício diário que iniciamos, mas do qual desistimos.

É por isso que me encanto com as técnicas de mudança de modelo mental que uso no Programa Mente Magra, porque elas levam você para ação. É através delas que você tem a possibilidade de conhecer recursos que lhe permitirão controlar e assumir a responsabilidade de cuidar do seu corpo e de sua mente, de forma natural e sem sofrimento.

Assuma o controle de sua vida, mude o modelo mental que você adquiriu no decorrer de sua vida e que te impede de realizar muitas coisas.

Fonte: http://emais.estadao.com.br/blogs/mente-magra/o-quanto-o-estresse-impacta-seu-emagrecimento/

Gordofobia: o que é isso?

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Com a sociedade cada vez mais consciente do direito que as pessoas têm ao respeito e a serem consideradas iguais, muitos termos têm sido criados para caracterizar situações que envolvem o preconceito e o destrato com um indivíduo que apresenta uma característica que é considerada “fora do padrão”. Um desses termos, a Gordofobia, tem ganhado bastante destaque nas redes sociais e também no convívio de muita gente que já observou esse tipo de ação discriminatória.

O termo gordofobia: o que significa

O termo gordofobia, como o próprio nome já indica, caracteriza uma situação de discriminação com um indivíduo que se apresenta acima do peso. É comum perceber, no nosso convívio social, várias pessoas usando o termo “gordo” com o sentido pejorativo, na intenção de criticar ou insultar alguém que apresenta alguns quilos a mais no corpo. Esse tipo de atitude, por mais ingênua que possa parecer, é classificada como um ato de gordofobia – e cada vez mais pessoas tem sentido os efeitos dessa discriminação.

Por que tratar o obeso com discriminação é um problema

Por muito tempo se acreditou que a obesidade era, na verdade, um problema relacionado somente com o excesso de ingestão de calorias na dieta diária de um indivíduo. Na verdade, a obesidade se relaciona sim com o excesso do consumo de calorias, mas ela também apresenta um quadro metabólico e inflamatório de dificílimo controle clínico, sendo classificada, por esse motivo, como uma doença.

Por esse motivo, discriminar alguém por seu quadro de obesidade ou sobrepeso pode ser comparado, atualmente, com o ato discriminatório realizado com alguém que apresenta deficiências físicas, depressão, diabetes, câncer ou qualquer outra doença que não tem como causa principal a vontade do indivíduo em não se curar.

Pacientes com obesidade sofrem com o diagnóstico da doença e enfrentam uma grande batalha para poder vencer esse perfil metabólico e, por esse motivo, merecem ser respeitados e auxiliados sempre.

Excesso de peso nem sempre significa falta de saúde

Vale a pena reforçar também que, independentemente da obesidade ser classificada como uma doença, alguns quadros de sobrepeso nem sempre podem ser apontados como falta de saúde em um indivíduo. A medicina já mostrou que é possível encontrar pacientes que estão acima do peso, mas que apresentam funcionamento metabólico de seus sistemas corporais perfeitos e muito similares a de indivíduos que tem peso normal. Por esse motivo, discriminar um indivíduo por ser “gordo” alegando que ele não é saudável, é mais uma falha grave do ato de “gordofobia”.

Combatendo a gordofobia

O combate a gordofobia tem ganhado cada vez mais força em vários cantos do mundo. Além de várias campanhas em redes sociais, iniciadas por clínicas de saúde e até mesmo indivíduos anônimos, muitas marcas tem começado a mudar o seu conceito de saudável para não colaborar com o ato discriminatório. Hoje vemos modelos plus size fazendo campanhas de roupas, cosméticos, lingeries e até mesmo participando de desfiles de moda – e sendo elogiadas e bem pagas por isso. Esse, entretanto, é apenas um primeiro passo para enfrentarmos esse grande problema que ainda é a gordofobia.

Combater a gordofobia é muito mais do que mostrar para o mundo que o indivíduo obeso merece ser tratado como uma pessoa qualquer, mas sim ajudá-los a se aceitar e viver sempre de bem com seu corpo e sua forma física. Afinal, desde que ele tenha saúde, pouco importam aqueles quilinhos a mais que marcam suas roupas.

Fonte:https://blog.dietbox.me/2015/10/01/gordofobia-o-que-e-isso/

Dançar melhora a autoestima, autoconfiança e melhora o astral

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Dançar é uma das formas de eliminar a monotonia de nossas vidas, o que realmente pode nos beneficiar em nossa saúde emocional, mental, física, ou seja, geral. Quando decidimos iniciar algum tipo de exercício, devemos considerar o nível de diversão que esse exercício pode nos proporcionar. E a dança é isso, diversão!

Benefícios da dança para a saúde geral

Uma ajuda ao coração

A dança é uma grande atividade para pessoas com risco de sofrerem doenças cardiovasculares. Um estudo italiano demonstrou que pessoas com insuficiência cardíaca, que praticaram a dança como opção de exercício, melhoraram o desempenho desse órgão, bem como a respiração e a qualidade de vida, de maneira significativa, em comparação com aqueles que pedalavam ou caminhavam em esteiras.

Perda de peso

perda de peso é outro dos benefícios que a dança proporciona se praticada com regularidade. Um estudo realizado pelo Journal of Physiological Anthropology, demonstrou que um programa de exercício aeróbico de entretenimento, tal como a dança, é tão útil para a perda de peso e o aumento da potência aeróbica quanto o ciclismo ou a corrida.

Aumenta a energia

Você se sente sem energia durante o dia? Dançar pode te ajudar a recuperá-la. Uma pesquisa publicada no The Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition, demonstrou que um programa de dança semanal poderia melhorar o rendimento físico e aumentar os níveis de energia em adultos.

Melhora a flexibilidade, a força e a resistência

Dançar algumas vezes requer uma grande flexibilidade. A maioria das aulas de dança começa com um aquecimento que inclui vários exercícios flexíveis de alongamento. Quando dançamos, devemos nos esforçar para alcançar a amplitude de movimento de todos os grupos musculares.

Dançar aumenta a força, obrigando os músculos a resistirem ao próprio peso do corpo. Muitos estilos de dança, incluindo o jazz e o balé, requerem saltos, o que exige muita força nos principais músculos das pernas.

A dança é um exercício físico, portanto aumenta a resistência, que nada mais é do que a capacidade dos músculos de trabalharem intensamente por períodos cada vez mais longos de tempo, sem causar fatiga. Dançar regularmente é ideal para melhorar a resistência, especialmente danças mais “vigorosas”.

Benefícios da dança para a saúde emocional

Proporciona felicidade

Dançar e algo que diverte a praticamente todas as pessoas. Se você observar uma pessoa enquanto ela dança, com certeza verá um grande sorriso em seu rosto. Sorrir e rir enquanto se dança é absolutamente natural! Esse é um sinal de que estamos nos permitindo aproveitar a atividade. Diferente de outros exercícios (ou atividades), a dança não impõe barreiras de idade, assim, qualquer faixa etária pode dançar e aproveitar dos benefícios desta atividade para a saúde.

Acaba com o estresse e a depressão

Foi descoberto que um dos benefícios da dança vem do fato de que ela ajuda a prevenir a leve depressão e melhora a confiança do indivíduo que opta por dançar. A depressão tem se tornado um problema crescente entre adolescentes e adultos de todas as idades.

Um estudo no International Journal of Neuroscience apontou que a terapia de movimento da dança, além de melhorar a depressão, também melhora o estresse psicológico por meio da regulação dos níveis de serotonina e dopamina no corpo.

Visto que a dança é uma atividade social, ela pode ajudar com os sentimentos de isolamento característicos de pessoas que sofrem de depressão e de pessoas mais velhas que vivem sozinhas.

Melhora a confiança e a autoestima

A dança também ajuda a melhorar a confiança. Cada vez que dominamos um novo passo da dança, experimentamos um ganho de confiança, além de um humor elevado. Esse aumento da confiança é refletido em todos os aspectos de nossa vida.

A dança é uma atividade social. Desse modo, pesquisas demonstraram que os fortes laços sociais e a socialização com outras pessoas contribuem para uma melhora da autoestima e de atitudes positivas. Dançar proporciona muitas oportunidades de conhecer outras pessoas.

Participar de aulas de dança pode aumentar sua autoestima e desenvolver habilidades sociais, afinal, atividades físicas diminuem o estresse e a tensão, e a dança em si, proporciona uma sensação geral de bem estar.

Benefícios da dança para a saúde mental

Melhora a memória

De acordo do um estudo publicado no New England Jounal of Medicine, a dança pode melhorar nossa memória e prevenir o desenvolvimento da demência a medida que envelhecemos.

A ciência revelou, ainda, que o exercício aeróbico pode reverter a perda do volume no hipocampo, a parte do cérebro que controla nossa memória. O hipocampo se encolhe de maneira natural durante a idade adulta, o que, frequentemente, nos conduz a problemas de memória e, às vezes, demência.

Combate ao mal de Alzheimer

Um estudo com participantes de terceira idade, publicano no New England Journal of Medicine, demonstrou que dançar frequentemente ajuda a evitar os efeitos da doença de Alzheimer e outras formas de demência, bem como aumentar a acurácia mental para as pessoas de todas as idades.

Também descobriram que algumas pessoas com a doença de Alzheimer são capazes de relembrar memórias esquecidas quando dançam músicas que costumavam esquecer.

Aumenta a inteligência

Durante séculos, os manuais de dança e outros escritos descreveram os benefícios da dança para a saúde, geralmente associada à atividade física. Agora, graças a estudos, foi demonstrado que a dança é capaz de aumentar a inteligência. A essência da inteligência é tomar decisões, a melhor dica, quando se trata de melhorar nossa acurácia mental, é nos envolvermos em atividades que requerem a tomada de decisões rápidas (em segundos), logo, para aumentar a inteligência, ao invés da memorização, simplesmente, devemos optar por trabalhar nosso físico dançando.

Uma forma de fazê-lo é aprendendo algo novo. Não apenas a dança, mas qualquer coisa nova. Ao ter aulas de dança, é possível que desafiemos nossa mente e estimulemos a conectividade do cérebro, gerando a necessidade de novas vias.

As aulas difíceis são as melhores, já que nos incitam a ter uma necessidade maior de novas conexões neurais, aumentando, assim,nossa conectividade neural.

Fonte:(https://melhorcomsaude.com/danca-beneficiar-saude/)

Psicopatia Empresarial: saiba como identificar psicopatas no mercado de trabalho

13-02-17

Pesquisa aponta que 16% dos CEOs e altos executivos são psicopatas.
Transtorno é caracterizado pela ausência de empatia em relação ao outro.

Eles parecem atenciosos e dedicados ao trabalho, mas, na primeira oportunidade, apunhalam pelas costas colegas que confiaram neles. Mentem sistematicamente, arruínam funcionários e até cometem crimes, como fraudes na contabilidade e eliminação de qualquer prova que os condene. Tudo para conseguir o que querem. Não se tratam de profissionais apenas ambiciosos. São o que os especialistas em comportamento chamam de psicopatas corporativos.

Os CEOs, diretores executivos das empresas, estão no topo do ranking da psicopatia, segundo pesquisa da Universidade British Columbia. Entre a população em geral, até 4% são considerados psicopatas. Entre os CEOs e altos executivos, o índice chega a 16%.

“Isso quer dizer que na população mundial, cada um de nós conhecerá pelo menos 15 psicopatas ao longo de sua vida. Imagine quantos deles são os líderes que conhecemos”, diz Luiz Fernando Garcia, CEO da Cogni-MGR, empresa especializada na modificação de comportamento de líderes.

Como identificar
“A psicopatia é um traço de personalidade, caracterizado pela ausência de empatia em relação ao outro, sendo a realização dos desejos individuais o objetivo fundamental que mobiliza as ações do psicopata”, afirma Rubens Luis Folchini Fernandes, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein.Segundo o especialista em comportamento de líderes, Luiz Garcia, profissionais com traços de psicopatia se caracterizam pela recusa do “não” como resposta, por não reconhecerem limites e não sentirem culpa pelos seus atos. “Essas características que podem ser equivocadamente privilegiadas pelas organizações que buscam resultados de curto prazo e que têm na rentabilidade o seu maior valor”, diz.Com ajuda da empresa Cogni-MGR, o G1 listou algumas características para ajudar a identificar os psicopatas no ambiente de trabalho. Confira:
Tem um encanto superficial – O psicopata tem alto poder de sedução e capacidade para manipular as pessoas no início de relacionamentos. “Eles são pessoas, à primeira vista, ‘muito normais’, de notável capacidade sedutora e convencimento, podendo inicialmente enganar até mesmo os clínicos mais experientes. São essas características que levaram o autor Hervey Cleckley a utilizar o termo ‘máscara da sanidade”’, segundo o psiquiatra Rubens Fernandes.

Mente sistematicamente – Mentir é uma “ferramenta de trabalho” do psicopata. A mentira alimenta a personalidade egocêntrica dele, que gosta de mostrar que é o melhor, o mais rico, que pode tudo.

Não sente afeto – Ele é indiferente ao sentimento dos que o rodeiam. Tem baixa inteligência emocional. Simplesmente não consegue perceber o que as pessoas à sua volta estão sentindo.

Não tem moral ou ética – Para o psicopata, ética e moral não existem – apenas necessidades e objetivos a serem alcançados.

É impulsivo – A falta de moralidade leva à tomada de decisão sem ponderar pessoas e coisas envolvidas.

É incorrigível – Como não tem moral ou sentimento de culpa, a mente do psicopata não vê motivos para corrigir o seu comportamento.

É um hábil manipulador – Não mede esforços para mudar as aparências e trazer as pessoas para o seu lado nas mais adversas situações.

Não é social – Por ser excessivamente egocêntrico, tem dificuldade de se relacionar com as pessoas. Só faz isso quando há interesse em benefício próprio.

Fonte (http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/05/saiba-como-identificar-psicopatas-no-mercado-de-trabalho.html)