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A segregação racial não se limita a consequências sociais.

Essentia-13-05-2020 (2)

Novos estudos científicos feitos nos EUA, mostram que indivíduos negros que cresceram ou passaram a maior parte da vida adulta em bairros altamente segregados, possuem mais chances de desenvolver algum problema relacionado ao desempenho cognitivo.

O estudo vem sendo feito há alguns anos e classifica os níveis de segregação racial desses bairros em alto, médio e baixo. O que, ao longo da pesquisa, comprovou interferir nos níveis de cognição.

Testes de aprendizado verbal, cores e símbolos de dígitos (DSST), foram usados para analisar o desempenho de adultos negros e identificar em quais áreas a segregação mais prejudica no campo da cognição.

Além dos problemas sociais e econômicos que a segregação racial causa, os resultados ilustram as consequências de uma sociedade injusta na saúde física e mental daqueles que ficam às margens e são alvos do racismo estrutural, como disse Harlan Krumholz, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale.

Fonte: Medscape https://bityli.com/B4W1E

Atitudes Compassivas em tempos de Coronavírus


Neste momento em que somos convidados (decretados?) a uma quarentena, ou seja, a nos mantermos no resguardo de nossas casas, pode surgir um receio mais concreto do isolamento social e, finalmente, uma pergunta:
o que fazer para proteger nossa a saúde mental?

Pensando na pandemia de Coronavírus, devemos seguir todas as precauções necessárias para evitar o contágio, mas também refletir um pouco sobre quais mudanças comportamentais nos foram impostas e quais os recursos que vamos mobilizar para um enfrentamento mais efetivo deste período.

Quando uma situação de crise se instala, as pessoas podem apresentar uma série de reações e sentimentos, incluindo sobrecarga e estresse emocional, confusão, desorientação sobre os acontecimentos, incertezas, pânico, medo, ansiedade, hipersensibilidade ou insensibilidade/entorpecimento, dentre outras.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS, 2015), as pessoas reagem de maneira mais adaptativa ou severa, dependendo de alguns fatores, como:

- A severidade do evento, seu tempo de duração e os impactos que provoca;

- A vivência ou experiência de manejo em relação a uma crise anterior;

- O apoio recebido durante a vida e, mesmo diante da crise atual;

- A idade e o estado de saúde física/emocional da pessoa que enfrenta a crise;

- Os valores, cultura e tradições/costumes de uma sociedade.

Tais fatores devem ser considerados para que as pessoas mais vulneráveis recebam suporte, cuidado, conforto e apoio específicos para suas necessidades, assim, protegendo-as de danos adicionais.

Danos adicionais são aqueles que extrapolam o próprio contágio da doença e acabam por somar-se ao evento ampliando o impacto.

Podemos elencar neste grupo a constante repetição ou o excesso de informações – muitas vezes alarmistas, fatalistas, desencontradas, equivocadas ou falaciosas que culminam na geração de um senso de ameaça invisível e incontrolável. Ainda, diante da necessidade de reclusão e isolamento social, algumas pessoas podem se sentir inseguras, angustiadas, com intenso medo de desenvolverem doenças e serem incapazes de se autoprotegerem, ou seja, vulnerabilizadas emocionalmente e com sensação de estarem extremamente expostas ao risco de contágio.

Neste sentido, a instabilidade de comando das autoridades disponíveis, a ameaça de desemprego, a precariedade de acesso a recursos de saúde e a escassez de orientação qualificada são reais fontes de estresse persistente. Por isso, mantenha-se informado apenas acessando notícias confiáveis e fidedignas (o site da Organização Mundial da Saúde, por exemplo), perseverando-se emocionalmente do excesso de informações, e concretamente estabeleça um plano de segurança (reforço na higiene domiciliar e pessoal, hidratação, proteção de crianças e idosos).

Por isso, é importante validar os próprios recursos, sentimentos e habilidades de enfrentamento, pois todos nós podemos escolher algo saudável – mesmo que não possamos controlar completamente os fatores externos.

Sabemos que olhar o mundo pela janela ou acessá-lo pela tela digital tem sido um pequeno conforto para este tempo de isolamento social que as medidas de controle ao novo coronavírus interpuseram entre nós; mas podemos ir muito além. Este pode ser um tempo para o desenvolvimento deste “olhar para dentro”, como um novo aprendizado sobre o que é essencial. O filósofo Coreano Byung-Chul Han (2017) revela:

Aprender a Ver: Habituar o olho ao descanso, à paciência, ao “deixar-aproximar-se-de-si”, isto é, capacitar o olho a uma atenção profunda e contemplativa, a um olhar demorado e lento.

Para quem prefere um roteiro mais didaticamente prático, o Instituto Vita Alere -SP (2020) organizou um material denominado: “Como proteger sua saúde mental em tempos de coronavírus”. Confira a adaptação de alguns tópicos:

- Cuidar de si mesmo e do que é seu: há várias maneiras de cuidar da saúde do corpo e da mente. Experimente exercícios de respiração, meditação e alongamento. Cuide da alimentação, sono regular, mantenha uma rotina de horários (autocuidado, lazer, trabalho, estudos) mesmo estando em casa. Cuidar de si envolve fazer também algo de que goste, como ler, escutar música, dançar, praticar alguma atividade on line. Aproveite para colocar as coisas em ordem, arrumar a casa, organizar os estudos, cuidar daquilo que é seu!

- Praticar a Resiliência: os momentos de crise sempre tem algo a nos ensinar, podemos extrair muitas reflexões sobre o evento, ou seja, tratando da crise com senso de realidade, mas sem pânico. Outras crises virão, algumas já foram superadas e a cada etapa podemos nos sentir mais experientes e preparados para manejar as ocorrências. Lembre-se que a essência fica!

- Não parar seu tratamento: este momento de confinamento nos exige o remanejamento da rotina e a adaptação das atividades e serviços. Alguns tratamentos serão mantidos on line até o retorno presencial. Não abandone seus remédios, acesse seus profissionais de confiança, mantenha-se em contato.

- Pedir ajuda se precisar: a reclusão social pode gerar inúmeros sentimentos contraditórios. Se você perceber que precisa de ajuda, não hesite em contactar um referencial de segurança.

Lembre-se de que parte da segurança emocional nesta situação de isolamento social por conta do Coronavírus pode ser compreendida de várias maneiras. Podemos entender que estamos sendo obrigados à um sacrifico desumano de confinamento, mas podemos também escolher compreender essa necessidade como um engajamento coletivo em prol à saúde todos.

Esse senso de coletividade, de reconhecimento das necessidades próprias, mas também das alheias, faz com que estejamos integrados, conectados, empáticos e compassivos.

A compaixão é a chave para o autocuidado e o cuidado com o outro – elementos fundamentais para a construção de pertencimento humanitário. Diferentemente de autopiedade, a autocompaixão envolve amorosidade, humanidade compartilhada/conexão e contemplação. É quando respeitamos nossos limites e cuidamos de nós que poderemos, efetivamente, olhar para o outro de maneira a reconhecer também os limites e necessidades alheias.

Talvez a pandemia possa nos ensinar isso.

Dra Giovana Kreuz – CRP 08/07196

O uso da Maconha na adolescência realmente traz impactos psicológicos?

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Um estudo recente revisou o impacto a longo prazo do uso de maconha em 23mil adolescentes e foi publicado numa das foi publicado em uma das melhores revistas de psiquiatria do mundo, JAMA.

A pesquisa foi realizada em adolescentes usuários de maconha em comparação com adolescentes não usuários, os resultados foram:
-Risco 37% maior de desenvolver depressão na idade adulta;

-Risco 50% maior de ideação suicida na idade adulta;

-Risco de tentativa de suicídio triplicado na vida adulta;
A Conclusão dos autores: “A alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de adultos jovens que podem desenvolver depressão e comportamento suicida atribuíveis à cannabis. Este é um importante problema de saúde pública, que deve ser adequadamente abordado pelas políticas de saúde pública”.

Enfatizam que as políticas de prevenção devem “educar os adolescentes a desenvolver habilidades para resistirem à pressão do grupo para usarem drogas”.

Para mais detalhes leia aqui: https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/article-abstract/2723657

Alimentação saudável na gravidez e o desenvolvimento cerebral dos bebês

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Um estudo sueco publicado no mês passado na revista médica (JAMA)  indicou que mulheres que sofrem de anemia no início da gravidez possuem grandes chances de terem filhos com autismo, transtorno de déficit de atenção, TDAH e até mesmo deficiência intelectual.

O estudo se baseia no fato de que: Diferentes partes do cérebro e sistema nervoso se desenvolvem em diferentes momentos da gestação, portanto, um histórico dessa deficiência nutricional da mãe, principalmente no início da gravidez pode de alguma forma afetar o desenvolvimento cerebral da criança.
Avaliando mais de 300 mil mães e 500 mil filhos nascidos na Suécia, o estudo conclui que as mães com anemia nos períodos iniciais da gestação têm 44% mais chances de filhos com Autismo e 37% mais risco de filhos com TDAH que as mães sem anemia.
Para as mulheres diagnosticadas com anemia no início da gravidez, cerca de 5% dos filhos foram diagnosticados com autismo, em comparação com 3,5% dos filhos de mães sem anemia.
Para o TDAH, foi de 9,3%, contra pouco mais de 7%, e para a deficiência intelectual, 3%, contra 1,3%, respectivamente.

Pesquisas como essa nos alertam como a nutrição materna é imprescindível para o desenvolvimento das crianças, o corpo da mãe nutre e guia o desenvolvimento de todos os sistemas do corpo, inclusive o sistema nervoso e cerebral do bebê, portanto se for engravidar… Alimente-se super bem e procure um nutrólogo ou nutricionista!

 

 

 

 

BURNOUT

BURNOUT

 

BURNOUT.
Você conhece esse termo?
A síndrome de Burnout possui sua principal característica o estado de tensão emocional e estresse provocado por condições de trabalho desgastante, tanto quanto físicas e emocionais.
 
A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
Lembrem-se, nenhum salário vale a sua saúde mental.
Se você não está confortável em seu ambiente de trabalho e não se sente bem para falar, a terapia é uma ótima escolha para a sua vida e bem estar.
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Comportamento Parental e a Influência Sobre os Filhos

Neste último mês a revista “Nature Human Behaviour” publicou resultados de um estudo que aprofunda e comprova o que a ciência comportamental infanto-juvenil tem demonstrado há alguns anos.

Um comportamento adequado dos pais em direção aos filhos tem impactos no bem-estar e na saúde mental dos filhos. E estes impactos não são pequenos. Os autores norte-americanos e canadenses avaliaram diversos aspectos relacionados à relação entre pais e filhos, em mais de 13.000 adolescentes e jovens e verificaram que maiores níveis de satisfação na relação entre pais e filhos estiveram associados a uma melhora no bem-estar, menor risco de adoecimento mental, transtornos alimentares, sobrepeso e uso de maconha.
Além disso, maiores níveis de respeito dos filhos para com os pais e frequência regular de jantares em família estiveram associados a um maior bem estar, menos sintomas depressivos, menores níveis de comer em excesso e comportamentos sexuais de risco. 
Este é mais um estudo que comprova a importância da orientação de pais para um cuidado adequado aos filhos. Será que você tem sido um bom pai/mãe? Será que tem agido adequadamente ante aos problemas do dia-a-dia que acontecem com seus filhos?

 

Autor: 

Dr Felipe Pinheiro de Figueiredo 
CRM: 31918 |RQE: 17208  |RQE:17215

 

Trabalho voluntário melhora a saúde mental

Indivíduos com mais de 40 anos que se envolvem com voluntariado têm menos problemas emocionais.

 

Thiago Almeida

Uma pesquisa publicada na revista científica British Medical Journal Open sugere que o voluntariado a partir da quarta década de vida é benéfico para a saúde mental. Em testes que avaliavam bem-estar e estabilidade emocional realizados de 1996 a 2008, os estudiosos observaram que o pessoal com mais de 40 anos envolvido em um trabalho voluntário apresentava notas mais altas do que a turma sem esse costume. No total, foram obtidas 66 343 respostas.

O curioso é que, quanto mais avançada a idade, mais os atos de caridade impactavam na cabeça. Isso ocorreria porque essas práticas estimulam o contato social e oferecem um senso de propósito — dois pontos que às vezes faltam aos mais velhos. Por outro lado, o efeito positivo para o equilíbrio mental não foi encontrado nos indivíduos mais novos. Segundo os experts, as atividades assistenciais sem remuneração seriam vistas apenas como uma obrigação entre parte da população jovem. Mas, com uma mudança de postura, esses momentos têm tudo para ser relaxantes em qualquer faixa etária.

(Fonte:https://saude.abril.com.br/medicina/trabalho-voluntario-melhora-a-saude-mental/)

Como resolver conflitos entre pais e filhos na adolescência?

A adolescência é uma das fases mais difíceis da relação entre pais e filhos, que geralmente travam uma complicada guerra entre quem busca permissão/aprovação e quem proíbe/desaprova. Por conta disso, este período da vida costuma ser chamado de “aborrecência”.

Os pais geralmente se sentem aborrecidos porque é nesta fase que os filhos começam a questionar tudo o que aprenderam durante a infância — desde a forma de se vestir e se comportar, até os valores e visão de mundo. É neste momento que os conflitos começam a surgir: os pais encaram esta nova forma de ver o mundo como desaforo, os filhos são vistos como revoltados e rebeldes e, por não serem compreendidos, a rebeldia acaba se tornando uma realidade.

Nesse conflito, é importante não cometer o erro de tentar encontrar um culpado. Essa é uma etapa nova e desconhecida tanto para pais quanto para os filhos, que devem superar as diferenças sem desgastar a relação familiar. Para evitar brigas desnecessárias, é fundamental ter Inteligência Emocional para administrar os conflitos com consciência.

Inteligência Emocional: como resolver conflitos entre pais e filhos adolescentes

Tenha diálogos produtivos

Uma vez que os pais já passaram pela fase da adolescência, é comum que eles falem coisas como “já passei por isso muito antes de você nascer”. Esta atitude, em vez de demonstrar compreensão, apenas expõe uma interpretação baseada em experiências diferentes e que foram vividas em outro contexto. Pais que respondem dessa maneira impossibilitam que o adolescente reflita a respeito de sua própria vida.

Como trazer consciência à situação: tenha em mente que você não pode tentar proteger o adolescente ou impedir seu sofrimento. Quanto mais você fizer isso, mais ele sofrerá na sua ausência, tornando-se um adulto inseguro e dependente. Portanto, ao falar sobre suas experiências, não se imponha e sempre peça a opinião do adolescente. Levante possibilidades, mas deixe que ele faça as suas escolhas.

Saiba que seu filho cresceu

É durante a adolescência que aparecem os primeiros namorados, e os pais sentem que perderam a atenção exclusiva dos filhos. Muitos pais têm dificuldades de aceitar que o filho cresceu e, inconscientemente, acabam criando regras e colocando limites somente para aprisionar e manter a cria por perto.

Como trazer consciência à situação: perceba se as regras e limites que você está impondo são para proteger seu filho ou para proteger a si mesmo. Lembre-se que o adolescente está na fase de experimentar e descobrir coisas novas, e este processo é muito importante para seu crescimento e desenvolvimento. Portanto, não dificulte as situações.

Seu filho não lhe amará menos porque está namorando, pois essas são formas de amar totalmente diferentes. Além disso, é fundamental confiar no adolescente sem precisar ficar de vigia: quando ele começar a sair, por exemplo, apenas certifique-se de que ele está frequentando um local seguro.

Seja quem você realmente é

Você não é perfeito e, certamente, comete erros, sente tristeza, raiva, medo e tem diversas limitações e fraquezas. Não tente manter a imagem de herói que seu filho enxergava na infância, pois é justamente nessa fase que ele começa a perceber os pais como realmente são: pessoas com todos os defeitos e qualidades. Quanto mais você tentar parecer o que não é, mais o adolescente perderá a confiança em você.

Como trazer consciência à situação: seu filho não deixará de lhe amar porque você comete erros. Comece aceitando suas limitações e suas emoções, sem escondê-las. Fale sobre como você se sente, pergunte como seu filho está e sempre tente lidar com as emoções de forma saudável e construtiva.

Seja exemplo

É muito comum encontrar pais que não largam o celular por um minuto, mas falam para os filhos usarem menos equipamentos eletrônicos. Ou então pais que exigem respeito, mas vivem brigando entre si. Lembre-se que os filhos repetem os comportamentos dos pais, e aquela velha frase “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” só acaba com a sua credibilidade.

Como trazer consciência à situação: observe se suas atitudes estão de acordo com as coisas que você cobra dos seus filhos. As pessoas não mudam com conselhos, mas com exemplos.

Direcione seu foco

Na adolescência a tendência é que aumentem as cobranças em relação aos estudos, amizades, hábitos e à construção do futuro. Nesse contexto, muitos pais acabam criticando, exigindo e cobrando em excesso. Como resultado, estabelecem uma relação rígida, tensa e que deixa as conquistas em segundo plano.

Como trazer consciência à situação: Faça críticas construtivas, sempre explicando suas exigências e cobranças. Jamais utilize frases como “faça isso porque sou sua mãe e estou mandando”. Se houver castigo, explique as razões exatas para a punição. E sempre elogie e reconheça quando o adolescente acerta. Lembre-se: “não fez mais nada que a sua obrigação” não é uma forma de reconhecimento.

Entenda comportamentos e hábitos diferentes

Seu filho está chegando em casa com cheiro de bebida, começou a fumar e tem amizades que você desaprova. Você proíbe que ele faça tudo isso, ele mente. Você descobre e castiga, ele mente ainda mais. Você não quer saber as razões, você simplesmente não aceita e causa ainda mais revolta nos filhos.

Como trazer consciência à situação: Antes de proibir qualquer coisa, converse com seu filho, perceba até que ponto esses comportamentos têm sido prejudiciais e entenda que algumas escolhas do adolescente estão fora do seu controle e fazem parte do aprendizado. Em vez de proibir, converse, respeite as escolhas do adolescente e, se perceber que a situação está saindo do controle, procure ajuda profissional.

Fonte: http://www.sbie.com.br/como-resolver-conflitos-entre-pais-e-filhos-na-adolescencia/

Uma a cada quatro gestantes sofre com problemas de saúde mental

Duas perguntas ajudam a identificar possíveis desordens e garantir equilíbrio para mãe e bebê nessa fase tão importante da vida.

Gestante triste - problemas de saúde mental na gravidez

Apesar de gratificante, a gestação não é um período nada fácil. E para 25% das mulheres, ele pode ser ainda mais delicado, acompanhado de depressão e outros transtornos que afetam a mente. Foi o que mostrou um novo estudo do King’s College London, na Inglaterra.

Os pesquisadores avaliaram 545 mulheres acima dos 16 anos por meio de testes usados no diagnóstico de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos. Eles descobriram primeiro uma prevalência considerável de ansiedade e depressão, que atingem 15% e 11% das grávidas, respectivamente.

Além disso, apareceram casos de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, em 2% das futuras mamães, e outras doenças menos comuns, incluindo os transtornos obsessivo-compulsivo, do estresse pós-traumático e até mesmo o bipolar. Vale dizer que as mulheres não desenvolveram as doenças por conta da gravidez, mas uma coisa está bem ligada à outra, uma vez que problemas do tipo podem interferir na saúde da mãe e do filho até a adolescência.

“O maior foco das pesquisas até agora sempre foi nas variações de humor típicas desse período, mas os profissionais de saúde também precisam estar prontos para identificar a presença de desordens mentais na gestante”, explica Louise Howard, psiquiatra e autora principal da pesquisa. A ideia dos cientistas é que o trabalho não só reforce a importância dessa investigação, mas aponte um caminho mais simples para ela.

Duas perguntas

O estudo comparou métodos mais complexos de diagnóstico de desordens do tipo com o método de Whooley, que usa apenas duas questões para averiguar se há algum risco para a saúde mental escondido em uma simples tristeza ou comportamento diferente:

  • No último mês, você se sentiu incomodada por estar triste, para baixo ou desesperançosa?
  • No mesmo período, você sentiu menos prazer ou interesse em fazer as coisas que faz geralmente?

Se a resposta para essas perguntas for sim, a recomendação é que o médico apure melhor a situação e, se necessário, encaminhe a gestante para outro profissional, como um psiquiatra ou psicólogo. Mais importante do que isso é, ainda, garantir um espaço seguro para que a mulher possa se abrir e perguntar sobre a saúde mental sem fazer julgamentos.

Diagnosticar precocemente, dar suporte e acompanhar cada caso é a melhor maneira de garantir que mãe e filho tenham uma mente equilibrada e uma vida feliz pela frente.

Fonte: https://bebe.abril.com.br/gravidez/uma-a-cada-quatro-gestantes-sofre-com-problemas-de-saude-mental/